quinta-feira, 2 de maio de 2013

Você está sendo queimado na empresa ? Como perceber ?


O site da revista Exame postou essa semana uma reportagem que pode tirar aquela pulga de traz da orelha de muita gente.
Você está sendo queimado na empresa ? Como perceber ?
Você está sendo queimado na empresa ? Como perceber ?
Como perceber se você está sendo queimado na empresa?
Relacionados:

Consultoria em Redes Sociais

Contrato de Suporte e Manutenção

Quer ser promovido na sua empresa? Então aprenda a dormir!

Como conseguir dinheiro para pagar a sua Universidade

O segredo de como passar em qualquer entrevista de emprego

3 formas de evitar as gafes corporativas

Transtorno Obsessivo-Compulsivo no ambiente de trabalho

No dia a dia das empresas é muito comum ouvir histórias de pequenos conchavos para apagar estrelas em ascensão.
Há casos mais sérios que envolvem armações maquiavélicas para forçar uma demissão, aumentar o poder de um grupo ou até mascarar falcatruas.
Se você nunca ouviu falar em uma delas, pode ser que esteja trabalhando num mosteiro ou então esteja totalmente alheio à rádio-peão.
No mês passado, uma pesquisa da VOCÊ S/A com 662 profissionais no Linkedin, a rede social de relacionamentos profissionais, revelou que 48% deles já foram vítimas de uma fritura — uma prática deliberada para prejudicar profissionalmente o alvo da vez.
E 44% afirmaram ter visto a situação ocorrer com outras pessoas. Os relatos de quem passou por esse processo parecem ter saído de um filme ao estilo “teoria da conspiração”. Mas, na verdade, se trata de um problema real, que pode causar estragos na carreira e na vida. Fechar o fogo da frigideira antes que ela esquente também é possível, sugerem especialistas.
Para que isso ocorra, é preciso identificar os primeiros sinais de fritura e tomar algumas medidas para revertê-la. “a fritura começa quando o colaborador faz algo que desagrada a chefia”, diz a headhunter Magui de Castro, sócia da CTpartners, de são paulo, especializada em alta gerência.
O problema é que esse algo nem sempre é uma questão objetiva, como um mau desempenho financeiro. para motivos claros como esse, os chefes têm o recurso da demissão. A fritura é diferente. Ela nasce de atritos subjetivos, pouco palpáveis. “O chefe pode optar pela fritura na falta de um motivo mais concreto para justificar uma demissão”, explica o coach Alexandre Rangel, da consultoria Alliance Coaching, de São Paulo.
“Se o colaborador resiste às mudanças, o chefe passa a vê-lo como um incômodo e inicia uma série de pequenas sabotagens e boicotes para minar o desempenho da pessoa.” Foi o que ocorreu com Ronaldo Santos, de 41 anos, hoje diretor de operações da Natural da Terra, rede de mercados de frutas e verduras, de São Paulo. Num emprego anterior, Ronaldo apontou ao chefe falhas no trabalho que uma consultoria vinha fazendo para a empresa.
O gestor não gostou do que ouviu. A partir daquele momento, ele começou a ser excluído de reuniões importantes. Também deixou de receber informações da matriz e a não ter retorno sobre as oportunidades de negócios que apresentava ao chefe. “A única intenção era me convencer de que meu trabalho era ruim”, lembra Ronaldo. Após três meses sendo prejudicado, o executivo criou coragem e pediu o desligamento da empresa. Obteve um novo emprego em duas semanas.
“É melhor sair antes do que prejudicar sua autoconfiança”, diz Ronaldo, que compara a fritura ao cultivo de um bonsai, a técnica japonesa de fazer árvores em miniatura. “A cada vez que um broto nasce, o podador vem e corta. É como se a árvore aprendesse aos poucos que não deve crescer”, avalia o executivo da Natural Terra.

 A culpa é do gestor

Em casos de fritura, a vítima não é apenas a pessoa que arde na chapa quente. Normalmente, um processo de perseguição prejudica as pessoas que o presenciam. “A situação gera insegurança em toda a equipe, que se projeta na vítima, o ambiente fica ruim e a produtividade cai”, diz Alexandre Rangel. Na opinião do consultor, a única forma de evitar as perdas geradas pela fritura é aumentar a transparência na relação entre superior e subordinados.
“A fritura é uma atitude equivocada de gestores com dificuldade de tomar decisões”, diz. “A conversa que poderia esclarecer e resolver o problema na origem, considerada constrangedora, é adiada e desencadeia o processo.” É papel do gestor preservar a transparência e evitar a bola de neve. Quando ele deixa de esclarecer as coisas, prejudica seu trabalho e o dos outros. “O gestor pode ser o ponto de equilíbrio ou a fonte de estresse para o time”, diz Ricardo de Marchi, sócio-diretor da CPH Health, especializada em programas de gestão da saúde.
Às vezes, o algoz não é o chefe, mas um colega. O paulista Roberto Gregori, de 46 anos, hoje diretor de estratégia de uma companhia de serviços de TI em Campinas, interior de São Paulo, conta que foi fritado por um ex-colega, o que lhe custou uma promoção ao cargo de diretorgeral da filial brasileira de uma múlti alemã. “A empresa vinha sendo administrada interinamente por um assessor do CEO mundial com o objetivo de entregar a gestão a mim, só que esse auxiliar não gostou de eu ter apontado falhas nos controles que ele fazia e começou a me sabotar”, diz Roberto.
A partir daí, o assessor iniciou uma estratégia de combinar uma coisa com Roberto e depois contar para o presidente mundial que o brasileiro fazia as coisas da própria cabeça, sem comunicá- lo. A situação foi se deteriorando até que durante uma reunião com colegas de diversos países Roberto foi interpelado pelo presidente mundial para explicar por que havia definido um pagamento de bônus para si mesmo.
“Ficou claro que eu tinha sido queimado”, diz roberto, que acabou pedindo para sair. Em geral, a fritura acaba em demissão tanto por iniciativa da vítima quanto da empresa. Mas não precisa ser assim. Segundo os especialistas, a melhor maneira de reverter o processo é uma conversa franca, antes de a situação ficar insustentável. isso deve ser feito sempre, por mais difícil que o diálogo possa parecer. É uma dessas situações que requerem coragem do profissional.
“Se perceber o início de uma fritura, procure o chefe e diga que notou que houve mudanças no ambiente”, diz Fernanda angerami, especialista em orientação de carreira. “deixe claro que seu objetivo maior é cooperar.” Nesse assunto, quem age rápido diminui a dimensão do problema. ao primeiro sinal de tensão, trate o assunto com seriedade. “A pessoa acha que é uma coisa pontual, que vai acabar passando e quando percebe é tarde demais”, diz Maria Giuliese, da Lens & Minarelli, empresa de recolocação de executivos, de São Paulo.
Outra dica dos especialistas é evitar medir forças com o oponente. Normalmente, a vítima recebe um “convite” do inimigo para iniciar uma fritura. Fique atento para identificar o momento em que essa proposta indecente aparece. Ele é importante para tomar um passo fundamental: recusar o convite para a briga. no livro Jogos Políticos nas Empresas (ed. Campus/elsevier), o consultor paulista Mauricio Goldstein aponta que uma tarefa importante é mapear a razão que move o outro a uma disputa, ou seja, entender por que alguém gostaria de fritá-lo.
Os motivos mais comuns são orçamento, poder, necessidade de proteção ou necessidade de aparecer. Finalmente, se o cenário já apodreceu e a fritura está consumada, proteja a própria saúde. A atitude de enfrentamento, típica de quem acha que não tem mais nada a perder e fica esperando a demissão, tem na verdade um alto custo emocional para a vítima. Antes de virar guerra aberta, melhor avaliar se vale a pena seguir naquele trabalho.

Onde há fumaça

  • Sinais de que você pode ser alvo de uma fritura
  • Você não é mais convocado para as reuniões, ou não é convidado para os momentos em que a equipe socializa.
  • Nas reuniões de que participa, suas intervenções são recebidas pela chefia com indiferença ou impaciência.
  • Seu chefe deixou de se preocupar com seu trabalho e até de lhe cobrar quando algo não ocorre conforme o previsto.
  • Seus colegas recebem da chefia um tratamento mais atencioso e simpático.
  • Informações estratégicas e novas diretrizes não têm sido comunicadas a você.
  • Em vez de lhe dar ordens, o gestor opta por repassá-las a seus subordinados ou por transferir a tarefa a seu colega.
  • Sua chefia começa a estabelecer para você metas impossíveis de serem alcançadas.
  • O gestor tem reclamado de falhas suas com outros.
  • Seu chefe o sobrecarrega com atividades de menor importância ou começa a lhe passar tarefas de áreas fora de sua competência, nas quais seu desempenho é limitado.

Apague o fogo

Está sendo queimado? Reverta isso já. Assim que perceber os primeiros indícios de fritura, procure seu gestor e pergunte o que aconteceu.
Aja o mais rápido possível, pois, se o gestor repassar as reclamações sobre você a outras esferas, dificilmente voltará atrás na decisão de desligá-lo.
Não alimente a rádio-peão com fofocas. Essa atitude aumenta o desgaste com a chefia.
Não deixe que sua atitude confirme os estereótipos criados sobre você, pois eles podem colar e ser usados contra você na hora de definir uma promoção.
Se desconfiar que uma ordem recebida pode ser usada contra você, procure registrá-la por meio de uma confirmação por e-mail.
Fonte: Revista Exame

Read More

terça-feira, 30 de abril de 2013

Analfabetismo digital... Você é????


A alguns anos a revista Super Interessante fez uma reportagem sobre analfabetismo digital, e através desse pequeno teste você consegue saber se és ou não um deles.
Analfabetismo digital...
Analfabetismo digital...
Veja um trecho da reportagem:
A alfabetização tradicional começa na sala de aula.
A proficiência digital também. Todos concordam: escola que é escola tem tecnologia.
Tem computador.
Virou até assunto de campanha eleitoral.
Na recente disputa pela Prefeitura de São Paulo, a atual prefeita, Marta Suplicy, deu ênfase à democratização do acesso à internet. Argumentou que a familiaridade com o uso de programas de computador e com a navegação na web são fundamentais para que o cidadão possa competir no mercado de trabalho. Leia mais...
1. Quando você clica em um link na internet, costuma dar dois cliques?
Sim
Não
2. Quando você visita um site estrangeiro ou manda um e-mail para seu amigo lá do outro lado do mundo, fica pensando quanto isso vai custar para você?
Sim
Não
3. Quando uma janela indica que você realize o comando Ctrl+V, você digita três teclas "Ctrl", "+" e "V"
Sim
Não
4. Quando digita sua senha em um serviço de segurança, você tecla ****** para que ninguém a descubra?
Sim
Não
5. Você mantém em seu micro um arquivo de se-nhas, só para o caso de se esquecer de alguma?
Sim
Não
6. Quando um programa para Windows diz que vai fechar porque houve uma "operação ilegal", você acha que isso tem a ver com um software pirata que alguém emprestou a você?
Sim
Não
7. Você costuma abrir programas que recebe por e-mail?
Sim
Não
8. Você já viu um software de tradução para internet funcionar direito?
Sim
Não
9. Você compra (e instala) programas versão 1.0, que acabaram de sair?
Sim
Não
10. Você já dispensou sua velha câmera analó-gica e fez upgrade definitivo para uma digital?
Sim
Não
Agora conte seus pontos e confira o resultado:
SIM = 1 ponto
NÃO = 10 pontos
(Cada SIM vale um ponto e cada NÃO, três pontos)
Resultado
De 10 a 15 pontos
Você está no nível "pré-jardim da infância" digital. Pode até saber ligar o computador e entrar na internet, mas não engana ninguém. Se não tomar uma atitude urgente, será permanentemente excluído (Shift Del) do futuro. Por que não se matricula em um curso? Que tal um curso on- line? Assim você marca mais pontos e sai logo (Ctrl Esc) dessa situação negra.
De 16 a 21 pontos
É, você se vira bem. Mas não se empolgue (Alt Enter), pois ainda tem muito o que aprender. Grande parte do potencial tecnológico ainda permanece fechado (Alt F4) para você.
Mais de 22 pontos
Você está salvo (Ctrl B). Seu lugar no futuro foi garantido. Você encontrará portas abertas (Ctrl A). Mas não se esqueça de que a tecnologia não pára e você vai ter de correr atrás e inserir (Ctrl Ins) novos conhecimentos em seu HD mental.
Read More

Regras para Downloads? Tem coisa ai...


A União Europeia precisa de novas regras para downloads na Internet que dariam mais facilidade para as pessoas acessarem músicas e filmes sem recorrer à pirataria, disse nesta quinta-feira a responsável pela área de telecomunicações no bloco.
Ao mapear as prioridades da Comissão Europeia, braço executivo da UE, para os próximos cinco anos, a comissária de telecomunicações, Viviane Reding, disse que deveriam ser consideradas novas leis para reconciliar os interesses dos detentores de propriedade intelectual e dos internautas.
Relacionados:
Cursos Técnico GRÁTIS, em todos os estados e APROVADOS PELO MEC

Office 2013 10 motivos do por que vale a pena mudar


Aprenda a configurar redes sem fio


WiGig: conexões sem fio a 7 Gbps



“Farei disso minha prioridade no trabalho…
Novas regras para Downloads na Internet
Novas regras para Downloads na Internet
em termos um meio simples, fácil e legal de acessar conteúdo digital de maneira única em toda a Europa, assegurando, ao mesmo tempo, remuneração justa para os criadores (do conteúdo)”, disse ela durante um seminário.
Segundo ela, as leis atuais são mal definidas, porque aparentemente levam as pessoas, especialmente os jovens, a piratear conteúdo na Internet, ou fazer o download de material ilegalmente.
“A pirataria na Internet parece estar se tornando cada vez mais ‘sexy‘, em particular entre os que já nasceram na era digital”, disse ela, citando pesquisa mostrando que 60% das pessoas entre 16 e 24 anos fizeram download de áudio e vídeo na Internet nos últimos meses sem pagar pelo conteúdo.
Nossa Equipe é da seguinte opinião.
Quem trabalha merece receber, o que é justo pelo seu trabalho.
Read More

Primeiro prédio “movido” a algas brota na Alemanha


Mais uma solução para a TI verde, painéis solares e geradores eólicos já estão sendo incorporados em novos edifícios ao redor do mundo para ajudar a reduzir o consumo de energia.
Primeiro prédio “movido” a algas brota na Alemanha...
Primeiro prédio “movido” a algas brota na Alemanha…
Agora, já imaginou morar num edifício cuja energia é produzida por microalgas marinhas?
Relacionados:

Consultoria em Redes Sociais

Tomada solar recarrega aparelhos na janela

A tecnologia também quer ser verde

Office 2013 10 motivos do por que vale a pena mudar

E-mails: Um por todos e todos por um

Vírus no computador soluções: Não vejo meu antivírus e cade a camisinha para Pen Drive.

5W2H do W3C

Quem visitar a Exposição Internacional da Construção, que acontece este mês em Hamburgo, na Alemanha, vai ter uma ideia de como seria isso, ao se deparar com o Quociente Bio Inteligente, ou simplesmente BIQ.
O prédio de 15 apartamentos apresenta uma fachada composta por persianas formadas por microalgas marinhas que conseguem gerar energia através de processos bioquímicos.
Além de produzir eletricidade, a solução tecnológica ajuda a manter agradável a temperatura interna do edifício, dispensado refrigeração artificial.
Fruto do trabalhdo da empresa de design Arup, em parceria a firma de arquitetura austríaca Splitterwerk, o prédio verde autossuficiente em energia custou cerca de 5 mihões de euros e demorou um ano para ser construído.
Ele servirá como planta piloto para testes sobre produção de energia renovável em edifícios urbanos.
Fonte: Revista Exame
Read More

Tomada solar recarrega aparelhos na janela


São Paulo – A janela da sua casa pode parecer um lugar improvável para recarregar o celular, mas uma equipe de designers industriais tornou essa opção viável.
Eles criaram um carregador portátil que, quando afixado no vidro na presença da luz do sol, é capaz de produzir eletrcidade com ajuda de um conversor.
Relacionados:

Consultoria em Redes Sociais


Microsoft e Frankenstein pela reunificação dos computadores


A tecnologia também quer ser verde


Cursos Técnico GRÁTIS, em todos os estados e APROVADOS PELO MEC


Tomada Solar recarrega seus aparelhos na tomada.
Tomada Solar recarrega seus aparelhos na tomada.
O aparelho possui paineis solares em um dos lados e conta com baterias de íons de lítio, que armazenam a energia convertida. São necessárias de cinco a oito horas por dia para uma carga completa. Segundo a firma Kyuho Song & Boa Oh, a ideia do produto é expandir as aleternativas para recarregar o celular e outros gadgets sem complicação. Afinal, nem sempre é fácil encontrar tomadas disponíveis por aí.
Mas calma, o projeto ainda não chegou às vias comercias de fato. Seus criadores esclarecem ao site Yanko Design que trata-se de um produto conceitual que ainda precisa de melhorias técnicas para atingir escala comercial.
Read More

A tecnologia também quer ser verde


Trocar de telemóvel significa aceder a novas funcionalidades. 
Mas também contribuir para o problema do lixo electrónico.
E até pesquisar no Google ajuda ao efeito de estufa — muito mais do que a maioria das pessoas pensa.
Relacionados:
Consultoria em Redes Sociais

Microsoft e Frankenstein pela reunificação dos computadores

Office 2013 10 motivos do por que vale a pena mudar


O que acontece com as suas informações na internet quando você morre?


Facebook: Por que eu não devo mudar o meu perfil para página: Contribuição


O mundo da tecnologia não é exactamente um bom exemplo ecológico. Uma das razões para o grande impacto ambiental das novas tecnologias é a rapidez com que os aparelhos electrónicos ficam obsoletos.
Como sabe qualquer pessoa que já tenha feito compras, é curto o período de tempo que demora para que a mais recente inovação no mercado passe a ser um aparelho ultrapassado — televisões, máquinas fotográficas, computadores e, especialmente, telemóveis são trocados com muita frequência. Aliás, o lançamento sucessivo de novos modelos, com pequenos aumentos de desempenho ou mais uma ou outra funcionalidade faz até parte da estratégia de negócio de algumas empresas.
Em média, os portugueses compram um telemóvel novo a cada dois anos. Isto leva a que milhares de telemóveis vão todos os anos para o lixo. É certo que nem todos são simplesmente deitados fora. Há empresas especializadas na reciclagem de alguns dos materiais usados, mas substâncias perigosas como o chumbo e o mercúrio acabam com frequência em lixeiras. Outra prática que reduz o impacto ambiental é a recuperação e venda de telemóveis a países em desenvolvimento. Alguns países asiáticos e africanos compram anualmente toneladas de telemóveis já usados nos países ocidentais.
Foi a pensar neste problema — e, também, na hipótese de aliciar clientes com maior consciência ecológica — que várias empresas do sector tomaram medidas para tornar os telemóveis mais “verdes”. Uma das mais populares no sector foi simplesmente reduzir o tamanho da embalagem, o que permite não apenas a poupança dos materiais de fabrico, mas também faz com que sejam transportados mais telemóveis num mesmo veículo, reduzindo assim a emissão de gases de efeito de estufa.
Outra medida já no mercado é a venda de telemóveis sem carregador. Tipicamente, comprar um telemóvel significa também comprar um carregador novo — mesmo que o carregador que já se tem em casa seja compatível com o aparelho recém-comprado. Recentemente, a Nokia resolveu colocar à venda, em Portugal e no Reino Unido, um modelo de telemóvel (com o comprido nome de Nokia 6700 slide Alluminium Raw Chargeless Phone) sem carregador. A ideia é que os compradores usem o carregador antigo. Mais: o dinheiro que a empresa poupa é entregue ao Fundo Mundial para a Natureza (conhecido pela sigla inglesa WWF), uma das maiores organizações ambientalistas do mundo.
Já a Samsung quis levar o conceito de biodegradável para um novo patamar e introduziu no mercado vários telemóveis feitos de milho. Na verdade, a descrição é mais surpreendente do que a realidade. A aparência destes aparelhos é normalíssima e apenas a estrutura exterior é de bioplástico, um material biodegradável à base de milho.
Moda ecológica
O consumo energético é também um problema conhecido — do portátil ao leitor de mp3, passando pela televisão e leitor de DVD, é fácil chegar à dezena de aparelhos ligados à tomada numa única casa. Por isso, abundam as hipóteses de carregar os aparelhos recorrendo a painéis solares. Há mini-painéis que podem ser comprados e estão preparados para carregar vários tipos de aparelhos.
Para o iPhone (um telemóvel que consome muita bateria e que na maioria dos casos obriga a carregamentos diários), há vários acessórios capazes de aproveitar a luz solar, desde carregadores externos a capas protectoras que já têm painéis instalados.
Em Portugal, a TMN anunciou esta semana um telemóvel “verde” chamado Blue Earth e fabricado pela Samsung (a mesma dos telemóveis de milho). O aparelho é de plástico reciclado e toda a parte de trás é um painel solar.
O Blue Earth traz ainda uma aplicação que permite contar os passos de uma caminhada e determinar quanto se poupou em emissões de dióxido de carbono (CO2) em relação ao mesmo trajecto feito de carro. Por fim, e naquilo que a TMN garante ser uma inovação mundial, o telemóvel é vendido com um cartão da operadora feito de papel reciclado, graças a uma tecnologia japonesa.
Também já existem várias mochilas e malas equipadas com estes painéis. No mês passado, a edição americana da revista Elle deu um empurrão a este conceito, ao pedir a vários designers (inclusive da conhecida marca Tommy Hilfiger) que criassem malas com painéis solares. O acessório destina-se a mulheres que façam questão de ter sempre o telemóvel ou leitor de mp3 carregados.
A iniciativa é uma parceria com o projecto Portable Light (luz portátil), criado por uma arquitecta americana e que visa introduzir sacos com painéis solares nos países do Terceiro Mundo. “A possibilidade de carregar um telemóvel e de ter alguma luz pode ser um passo para sair da pobreza”, explicou à agência Reuters a mentora do Portable Light, Sheila Kennedy.
Já as malas da Elle vão ser leiloadas no site da revista, por um preço que, avisou uma das directoras da publicação, não será barato.
A pegada do Google
O uso das tecnologias implica ainda gastos de energia em que a maioria das pessoas não pensa — até porque nem sequer aparecem na factura de electricidade.
Fazer uma pesquisa no Google ou em qualquer outro motor de busca implica obviamente o gasto de electricidade do computador do utilizador. Mas também significa outro gasto — e significativo — do lado dos poderosos computadores da empresa, que têm de processar a busca feita pelo cibernauta e devolver os resultados.
Os parques informáticos da Google, como acontece com as grandes empresas tecnológicas, estão instalados em enormes centros de dados. São milhares de processadores a trabalhar em simultâneo e a gastar electricidade. E, como os processadores aquecem, estes centros precisam ainda de ser arrefecidos por sistemas intensivos, o que significa mais energia consumida.
Resumidamente, isto quer dizer que por cada pesquisa feita no Google, há muita electricidade a ser gasta pela empresa. O mesmo é válido para compras que são feitas online, na Amazon, no eBay ou no iTunes.
Para além de tudo isto, e como a comunicação entre o cibernauta e os centros de dados destas companhias se faz através de fornecedores de acesso à Internet, vai ainda haver gastos energéticos ao nível da infra-estrutura de comunicações.
A pegada ecológica da Google é algo que está na base de críticas frequentes à empresa. Segundo números da própria multinacional, uma pesquisa simples (introduzir as palavras-chave e premir enter) produz 0,2 gramas de CO2. O problema são as pesquisas mais complexas, em que o utilizador tem de fazer várias tentativas para encontrar o que quer. No ano passado, o físico Alex Wissner-Gross, da Universidade de Harvard, publicou um estudo em que concluiu que uma pesquisa média (que demora alguns minutos) é responsável pela emissão de cerca de sete gramas de dióxido de carbono.
O académico notou então que duas pesquisas emitem a mesma quantidade do gás nocivo que uma chaleira a ferver. É muito menos do que secar o cabelo (40 gramas) ou andar um quilómetro de carro (uma emissão que pode ir dos 80 gramas no caso dos utilitários, aos 500 gramas, no caso de desportivos de topo).
Mas também há muito mais pesquisas no Google do que pessoas a usarem secadores ou a conduzirem automóveis.
Os números variam consoante as empresas de análise, mas as estimativas rondam os dez milhões de buscas — a cada hora.
É certo que comprar um telemóvel de milho ou uma mala com painéis solares da Tommy Hilfiger implica abrir os cordões à bolsa. Mas, pelo menos, da próxima vez que abrir o Google, pense bem se vale a pena fazer a pesquisa. Não custa nada.
Texto publicado na revista Pública, a 09.05.2010
Fonte: Publico
Read More